
Após 30 anos de carreira, este carioca que vive há 21 anos nos Estados Unidos, recebe uma homenagem em sua terra. Eduardo Kac: lagoglifos, biotopos e obras transgênicas está em exposição no Centro Cultural Oi Futuro – Flamengo.
A curadoria é de Christiane Paul, do Whitney Museum of American Art, de Nova York, que reuniu obras marcantes da fase mais recente de Kac, com seus trabalhos pioneiros de bioarte e arte transgênica em particular.
Para entender um pouco de como funcionam seus Biotopos, vale lembrar que são obras vivas, que evoluem e se modificam, de acordo com as condições ambientais, tais como temperatura, luminosidade e umidade. Os Lagoglifos são trabalhos produzidos por meio de uma forma de escrita visual, que o artista define como “coelhográfica”, desenvolvida a partir de sua obra mais conhecida – GFP Bunny (A Coelhinha Verde), uma coelha de verdade, criada por Kac via engenharia genética, onde foi usado um gene verde fluorescente encontrado na água-viva, que permite ao animal emitir luz verde quando exposto à luz azul. O artista apresenta ainda outras duas obras transgênicas, ou seja, obras vivas, cujo meio de criação é literalmente a biotecnologia.
A exposição, que ficará no Oi Futuro até 7 de março, também apresenta um livro com a documentação das obras de Kac e ensaios de críticos internacionais.
Eduardo Kac: lagoglifos, biotopos e obras transgênicas
Oi Futuro – Flamengo
Rua Dois de Dezembro, 63, Rio de Janeiro
Tel. 21 3131 3060
www.oifuturo.org.br
Editora Senac lança livro com anotações e comentários do poeta sobre a música popular brasileira